Políticas públicas, inovação e futuro do trabalho no XVI Encontro Crea-SP Jovem


8 de dezembro de 2025

O XVI Encontro do Crea-SP Jovem realizado na Sede Angélica, neste sábado (06/12), reuniu à tarde especialistas do setor público, do mercado e da inovação tecnológica para discutir como a Engenharia pode transformar políticas públicas, antecipar o futuro do trabalho e impulsionar soluções disruptivas. Além disso, foram discutidos temas como liderança e empreendedorismo. Sempre com o olhar voltado para os novos e futuros engenheiros. A AEAU esteve presente no evento, o Conselheiro Eng. Beto Mendes e o Eng. Civil Carlos Klopfer participaram do encontro.

No painel “A transformação das políticas públicas através das Engenharias”, três executivos do setor público compartilharam experiências e defenderam o papel estratégico das engenharias na gestão das cidades. Abrindo o debate, o mediador, engenheiro Vinicius Marchese, presidente do Confea, reforçou a necessidade da entrada de técnicos na vida pública. “A participação da Engenharia na atuação política é importante. A vida acontece nos municípios, onde as decisões locais impactam diretamente no cotidiano da população e precisamos participar. Projetos e pessoas são essenciais para o desenvolvimento das cidades”, disse.

O engenheiro Thiago Silvestre Vasconcelos, secretário de Obras e Serviços Urbanos de Barretos, apresentou os desafios enfrentados na gestão municipal e o papel da Engenharia na continuidade e criação de projetos públicos. Ele explicou que sua secretaria atua em obras, reformas e melhorias urbanas e citou avanços importantes, como solucionar a crise hídrica na localidade ao alcançar 80% de abastecimento por água superficial. “Temos problemas históricos locais, como problemas decorrentes de enchentes com a falta de drenagem. Fortalecer o diálogo com associações locais e instituições de ensino é crucial para aprimorar projetos e buscar novos recursos estaduais e federais”, afirmou.

A diretora de Meio Ambiente e Agricultura de Iracemápolis, engenheira Simone Zambuzi, trouxe a perspectiva da urgência de profissionais técnicos no setor público e falou da importância do uso de novas tecnologias. “Temos um ferramental importante, como telemetria e sistemas de monitoramento, por exemplo, para aumentar a precisão dos serviços públicos”, argumentou.

Já o secretário de Habitação Popular de Mogi Mirim, engenheiro Evandro Kaam, refletiu sobre o papel social da Engenharia na melhoria das condições de vida da população. Estudioso de cidades inteligentes e urbanismo social, ele destacou que a “habitação é mais que ter um teto, é buscar a melhoria na vida dos cidadãos”, observou. Ele também alertou para a baixa adesão de jovens à carreira técnico-política, defendendo o engajamento destes em conselhos e entidades locais.

O especialista em carreiras Rodrigo Dib, LinkedIn Top Voice de RH e um dos mais influentes no tema do País, apresentou na palestra – baseada em seu livro O mundo é seu, mas calma lá! – uma visão clara sobre o futuro do trabalho, destacando que 39% das habilidades exigidas hoje serão diferentes em 2030 e que 14% dos empregos que existirão em quatro anos ainda nem foram criados. Reflexos diretos da aceleração tecnológica e em especial da Inteligência Artificial (IA).

Ele ressaltou que a Engenharia vive um momento de oportunidades e desafios, marcado pela queda de 25% nas matrículas entre 2015 e 2023. “A moeda do futuro é a capacidade do engenheiro de resolver problemas, combinando análise, colaboração, comunicação e influência social”, ensinou.

No painel de inovação, Fábio Massuia, head de Estruturas e Materiais da Eve Urban Air Mobility, subsidiária da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), apresentou a revolução que a empresa vem conduzindo na mobilidade aérea urbana por meio de aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL). Com experiência no desenvolvimento de diversas aeronaves ao longo da carreira, ele explicou que o propósito da Eve é reimaginar as conexões urbanas porque mobilidade é dar mais tempo para a vida das pessoas.

 

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